As empresas familiares representam uma parcela significativa da economia brasileira, mas poucas conseguem atravessar gerações mantendo o mesmo nível de competitividade. Segundo o dossiê, apenas cerca de 30% chegam à segunda geração e aproximadamente 12% permanecem sob controle familiar na terceira.
Grande parte desse cenário está relacionada à ausência de planejamento sucessório, à centralização das decisões no fundador e à dificuldade de separar questões familiares da gestão empresarial. A adoção de práticas de governança corporativa tem sido apontada como um dos principais caminhos para aumentar a longevidade dessas organizações.

Abrir uma franquia ou construir uma marca do zero continua sendo uma das principais dúvidas de quem pretende empreender. O dossiê mostra que o franchising brasileiro movimenta centenas de bilhões de reais por ano e oferece um modelo já validado, com treinamento e suporte operacional.
Por outro lado, empreender com uma marca própria garante maior liberdade para inovar, mas exige validar produtos, processos e mercado desde o início, aumentando o risco nos primeiros anos de operação.
“A capacitação está presente desde o início da relação entre franqueador e franqueado.”
Tom Moreira Leite, presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
Segundo o dossiê, franquias apresentam taxas de mortalidade significativamente menores no primeiro ano quando comparadas a negócios independentes, resultado atribuído à força da marca, ao modelo operacional estruturado e ao suporte contínuo ao franqueado.
Em contrapartida, quem opta por uma franquia precisa seguir padrões definidos pela franqueadora, pagar royalties e atuar dentro de regras previamente estabelecidas pela rede.

Não existe uma escolha universalmente melhor. O modelo ideal depende dos objetivos, da experiência e do perfil do empreendedor. Antes de investir, especialistas recomendam avaliar cuidadosamente o mercado, o capital disponível e o nível de autonomia desejado para tomar uma decisão alinhada à estratégia de longo prazo.