O passaporte brasileiro atingiu sua melhor colocação desde a criação do Henley Passport Index, considerado um dos principais indicadores internacionais de mobilidade global. Na edição de 2026, o Brasil aparece na 16ª posição, empatado com a Argentina, garantindo acesso a 169 destinos sem necessidade de visto prévio ou com visto emitido na chegada.
O avanço reflete a ampliação de acordos internacionais firmados pelo país nos últimos anos. Além da livre circulação entre os países do Mercosul, brasileiros contam com acesso facilitado ao Espaço Schengen e passaram a se beneficiar de novos acordos de isenção de vistos, incluindo a entrada recíproca entre Brasil e China para viagens de curta duração.
“A mobilidade internacional tornou-se um patrimônio estratégico para indivíduos, famílias e investidores.”
Christian Kaelin, presidente da Henley & Partners e criador do Henley Passport Index.

O levantamento utiliza dados oficiais da International Air Transport Association (IATA) para medir quantos destinos podem ser visitados sem visto ou com autorização concedida na chegada. Em 2026, Singapura lidera o ranking com acesso a 192 destinos, seguida por Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos.
Enquanto o Brasil registra sua melhor posição histórica, os Estados Unidos continuam perdendo espaço no índice. Depois de liderar o ranking em 2006, o país ocupa atualmente a 10ª colocação, com acesso facilitado a 180 destinos. Segundo o relatório, políticas de reciprocidade mais restritivas ajudam a explicar essa perda de competitividade em mobilidade internacional.

Mais do que facilitar viagens de turismo, um passaporte com maior mobilidade amplia possibilidades de negócios, intercâmbio acadêmico, investimentos e relações comerciais. O crescimento da posição brasileira acompanha uma tendência de fortalecimento da integração internacional e evidencia como acordos diplomáticos podem influenciar diretamente a circulação de pessoas.
Para especialistas, a mobilidade global passou a representar um ativo estratégico em um mundo cada vez mais conectado. A facilidade para cruzar fronteiras tornou-se um diferencial não apenas para viajantes frequentes, mas também para profissionais, empresários e investidores que atuam em mercados internacionais.