As empresas familiares representam uma parcela significativa da economia brasileira, mas poucas conseguem atravessar gerações mantendo o mesmo nível de competitividade. Segundo o dossiê, apenas cerca de 30% chegam à segunda geração e aproximadamente 12% permanecem sob controle familiar na terceira.
Grande parte desse cenário está relacionada à ausência de planejamento sucessório, à centralização das decisões no fundador e à dificuldade de separar questões familiares da gestão empresarial. A adoção de práticas de governança corporativa tem sido apontada como um dos principais caminhos para aumentar a longevidade dessas organizações.

Ferramentas como Conselho de Família, Conselho de Administração, Protocolo de Família e Acordo de Cotistas ajudam a estabelecer regras claras para sucessão e tomada de decisão, reduzindo conflitos entre herdeiros e gestores.
“Não há sucesso sem sucessor.”
John C. Maxwell, autor e especialista em liderança, frase amplamente utilizada por Renato Bernhoeft, referência brasileira em sucessão empresarial.
Outro aspecto importante é compreender que herdeiro e sucessor não são necessariamente a mesma pessoa. O dossiê destaca que a capacidade técnica e o preparo para liderar devem prevalecer sobre o vínculo familiar na escolha dos futuros executivos.

Com mercados cada vez mais competitivos, sucessão deixou de ser apenas uma questão patrimonial. Planejar a transição com antecedência tornou-se uma estratégia para preservar a cultura da empresa, garantir estabilidade e preparar o negócio para as próximas décadas.