Para muitos empresários, vender uma empresa consolidada representa o encerramento de um ciclo. Para Arturo Isola, fundador da Amazzoni Gin, foi apenas o início de uma nova jornada. Após negociar a marca com a multinacional francesa Pernod Ricard, o empreendedor volta ao mercado brasileiro apostando em uma categoria que cresce rapidamente no mundo: os refrigerantes funcionais.
A expectativa da empresa é faturar cerca de R$ 2 milhões nos seis primeiros meses de operação e atingir aproximadamente R$ 23 milhões em 2027, primeiro ano completo da nova marca. A estratégia inicial prioriza cafeterias, academias, hotéis, e-commerce e estabelecimentos voltados ao bem-estar antes da expansão para grandes redes varejistas.

Embora a data oficial de lançamento nacional ainda não tenha sido divulgada, a proposta acompanha uma transformação importante no setor de bebidas. O produto reúne ingredientes como fibra prebiótica, vitamina C e baixo teor calórico, refletindo a crescente demanda por alimentos e bebidas que conciliem sabor, praticidade e benefícios nutricionais.
Essa tendência já movimenta cifras bilionárias no exterior. Em março de 2025, a PepsiCo anunciou a aquisição da marca americana Poppi por US$ 1,95 bilhão, consolidando o mercado de refrigerantes funcionais como uma das apostas mais promissoras da indústria de bebidas. Ao lado da Olipop, a Poppi ajudou a criar uma nova categoria voltada aos consumidores preocupados com saúde e bem-estar.
“O consumidor está cada vez mais disposto a trocar produtos tradicionais por alternativas que ofereçam benefícios adicionais à saúde, sem abrir mão da experiência de consumo.”
Arturo Isola, fundador da Amazzoni Gin
Mais do que lançar um novo produto, Arturo Isola aposta na experiência adquirida ao construir uma marca reconhecida internacionalmente. Seu novo projeto nasce com foco em posicionamento premium, canais especializados e escalabilidade — um modelo alinhado às mudanças no comportamento do consumidor.
O avanço das bebidas funcionais evidencia uma transformação mais ampla no mercado de alimentos. À medida que saúde e conveniência passam a influenciar decisões de compra, empresas capazes de antecipar essas tendências encontram espaço para criar negócios altamente competitivos em um segmento que ainda apresenta amplo potencial de crescimento no Brasil.
