ELAS NA IA amplia acesso de mulheres ao conhecimento e às oportunidades em inteligência artificial
Com mais de 700 mulheres no Brasil e no exterior, o movimento promove letramento, aplicação prática, conexões, representatividade e acesso a oportunidades
O ELAS NA IA está ampliando sua atuação como um movimento voltado a fortalecer a presença feminina na inteligência artificial. A iniciativa já reúne mais de 700 mulheres no Brasil e em outros países e busca contribuir para que profissionais de diferentes áreas compreendam, utilizem e participem ativamente das transformações provocadas pela tecnologia.
Liderado por Amanda Farias, fundadora, e Gabriele Guedes, cofundadora, o movimento vem sendo estruturado ao longo de 2026. Sua atuação reúne eventos, conteúdos, experiências, iniciativas com empresas e instituições e uma comunidade de mulheres interessadas em aprender, aplicar, construir e liderar projetos relacionados à inteligência artificial em diversas verticais profissionais.
A proposta surgiu da percepção de que muitas mulheres demonstravam interesse pelo tema, mas ainda encontram barreiras relacionadas ao conhecimento, à confiança, à representatividade, às redes profissionais e ao acesso a oportunidades.
Segundo estudos reunidos pelo movimento, realizados pela Harvard Business School, as mulheres ainda utilizam menos ferramentas de inteligência artificial do que os homens, inclusive em atividades do dia a dia. Entre os fatores observados está a insegurança em recorrer à tecnologia e a sensação de que seu uso poderia diminuir o mérito ou a autenticidade do próprio trabalho.
Por isso, o ELAS NA IA não se limita a facilitar o acesso às ferramentas. O movimento também promove o letramento em inteligência artificial, ampliando o conhecimento e a confiança para que mais mulheres compreendam a IA como parte de uma nova forma de trabalhar, não como substituição de suas capacidades ou redução de seu mérito, mas como uma tecnologia que pode ampliar possibilidades e transformar a maneira como diferentes atividades são realizadas. A proposta é incentivar sua aplicação prática de forma consciente, crítica e responsável.
“Democratizar as ferramentas não basta. É preciso democratizar também o conhecimento, as conexões e as oportunidades”, afirma Gabriele.
Outro ponto central é o fortalecimento do senso de pertencimento. A iniciativa busca ampliar a representatividade e reforçar que as mulheres têm espaço tanto na construção quanto na utilização da inteligência artificial, em diferentes áreas, níveis de experiência e trajetórias profissionais.
O movimento contempla profissionais de áreas como direito, comunicação, marketing, saúde, educação, finanças, negócios, liderança, design e empreendedorismo. Há espaço tanto para mulheres que estão começando quanto para aquelas que já desenvolvem soluções ou lideram projetos.
A atuação está organizada em quatro pilares: Aprender, Aplicar, Conectar e Multiplicar. A jornada busca oferecer uma base de conhecimento, estimular a aplicação prática, aproximar mulheres e oportunidades e incentivar o compartilhamento das experiências adquiridas.
Amanda atua com produto, inteligência artificial e crescimento de negócios e ocupa o cargo de Staff Product Manager. Gabriele iniciou a carreira como desenvolvedora de software e ampliou sua atuação para produto, gestão de tecnologia, liderança de pessoas, plataformas e iniciativas de inteligência artificial em grande escala.
As experiências profissionais das fundadoras contribuem para a construção das ações e para o repertório compartilhado com as participantes.
“A inteligência artificial também se constrói com mulheres, e existe um lugar para cada uma delas nessa construção”, destaca Amanda.
A inteligência artificial está mudando profissões, negócios e a forma como as pessoas trabalham. Para o ELAS NA IA, ampliar a presença feminina nessa transformação significa criar condições para que mais mulheres não apenas acompanhem essa mudança, mas participem dela de forma ativa, aprendendo, experimentando, criando soluções, ocupando espaços de decisão e compartilhando conhecimento.
É a partir dessa visão que o movimento pretende continuar crescendo, conectando mulheres de diferentes trajetórias, aproximando-as de empresas, oportunidades e espaços de destaque e decisão e ampliando sua participação na construção de soluções e iniciativas capazes de gerar impacto nos negócios e na sociedade por meio da inteligência artificial.