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Setembro Amarelo dispara buscas por saúde mental. O que os brasileiros estão procurando?
Saúde
25.09.2026

Setembro Amarelo dispara buscas por saúde mental. O que os brasileiros estão procurando?

Interesse por CVV, psicoterapia, redes de apoio e CAPS cresceu nas últimas semanas, revelando uma procura maior por caminhos concretos de acolhimento

Durante o Setembro Amarelo, a internet passou a registrar um movimento que vai além do interesse pelo tema da saúde mental. Dados da Taboola mostram crescimento expressivo nas buscas por serviços de acolhimento, psicoterapia e redes de apoio, indicando que parte dos usuários não está apenas consumindo informação, mas procurando caminhos para encontrar ajuda.

O interesse pela sigla CVV cresceu 31.037% nos últimos 45 dias, com mais de 203 mil visualizações de páginas na Open Web. O termo “psicoterapia” avançou 1.600%, enquanto “apoio psicológico” cresceu 198%. Os dados foram levantados pela Taboola e divulgados nesta semana.

A procura também aumentou por conceitos ligados à estrutura de cuidado. “Rede de apoio” cresceu 1.286%, “acolhimento” avançou 561% e a sigla CAPS, utilizada para identificar os Centros de Atenção Psicossocial, registrou aumento de 421% no interesse.

“O comportamento dos internautas demonstra como a campanha do Setembro Amarelo mobiliza a sociedade em direção à assistência funcional. | José Luiz de Genova, Managing Director LATAM da Taboola.

O interesse não está apenas na crise

Os dados mostram que a procura por informação relacionada à saúde mental é mais ampla do que os termos diretamente associados à prevenção do suicídio. A expressão “saúde mental” cresceu 113% no período analisado e alcançou 439 mil visualizações de páginas. Já “psicologia” concentrou 24 milhões de pageviews, com alta de 53%.

Isso coloca a internet em uma posição cada vez mais importante na jornada de quem tenta compreender o próprio estado emocional. Antes de procurar um profissional, uma pessoa pode pesquisar sintomas, tipos de tratamento, formas de acolhimento ou serviços públicos disponíveis.

O movimento também chegou ao ambiente profissional. A expressão “riscos psicossociais” cresceu 55%, alcançando 18 mil pageviews. O aumento está relacionado às discussões sobre saúde dos trabalhadores e às mudanças associadas à NR-1, que ampliaram a atenção das empresas para fatores psicossociais no ambiente de trabalho.

A procura por acolhimento também pressiona a rede de cuidado

O crescimento das buscas acontece ao mesmo tempo em que órgãos públicos ampliam iniciativas relacionadas à saúde mental. Nesta semana, o Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentou um painel com dados sobre qualidade de vida e saúde mental dos profissionais de segurança pública e anunciou a ampliação em 50% da capacidade de atendimento do programa Escuta Susp.

O projeto oferece avaliação e aconselhamento psicológico, psicoterapia, atendimento especializado e acompanhamento psiquiátrico. Desde 2024, foram registrados mais de 50 mil atendimentos, e a rede conta atualmente com 145 terapeutas distribuídos em cinco serviços.

A iniciativa é específica para profissionais da segurança pública, mas ilustra uma questão mais ampla revelada pelo comportamento digital: encontrar informação é apenas o primeiro passo. Para que uma busca por psicoterapia, acolhimento ou uma rede de apoio se transforme em cuidado, é necessário que existam serviços acessíveis e canais confiáveis para orientar quem procura ajuda.

Nesse sentido, os números do Setembro Amarelo mostram uma mudança importante no comportamento digital. O brasileiro não está apenas pesquisando sobre saúde mental. Em muitos casos, está procurando onde encontrar apoio, como iniciar um tratamento e quais caminhos existem quando precisa de ajuda.

Para quem estiver em situação de sofrimento intenso ou pensando em suicídio, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia. Em situações de emergência, o serviço de urgência local deve ser acionado.

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