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Ju Lima investiu R$ 1,5 milhão para transformar conteúdo em negócio
Life
27.09.2026

Ju Lima investiu R$ 1,5 milhão para transformar conteúdo em negócio

A cidade cenográfica criada pela chef mostra como criadores estão transformando audiência em estruturas próprias de produção e receita.

Durante anos, o principal ativo de Ju Lima esteve diante das câmeras: uma audiência construída com vídeos de churrasco, receitas e comida afetiva. Em 2026, porém, a chef levou essa lógica para o espaço físico ao investir R$ 1,5 milhão em uma cidade cenográfica inspirada no Velho Oeste.

O projeto tem saloon, banco e cadeia e funciona como cenário para vídeos e ações com marcas. A Forbes Brasil incluiu Ju entre os Top Creators de 2026 e registrou 7,3 milhões de seguidores no Instagram, além de 1,3 milhão no TikTok e 660 mil inscritos no YouTube.

A decisão revela uma mudança na economia dos criadores: a audiência continua sendo importante, mas deixa de ser o ponto final do negócio. Ela pode financiar produtos, experiências, propriedades intelectuais, publicidade e estruturas próprias de produção.

Hoje o cliente quer uma experiência completa com um ambiente bacana. | Ju Lima, em entrevista à Forbes.

Quando o cenário vira ativo

A cidade cenográfica poderia ser apenas um investimento visual. A estratégia muda quando o mesmo espaço pode ser utilizado repetidamente para vídeos, campanhas publicitárias e novos formatos.

É uma lógica próxima à de uma infraestrutura de mídia. Em vez de produzir cada ação partindo do zero, o criador cria uma propriedade que passa a integrar diferentes projetos.

O próprio Sebrae já trata a creator economy como uma oportunidade empresarial, destacando modelos de receita, profissionalização e parcerias entre criadores e marcas.

Da audiência para um ecossistema

A transformação mais importante está na mudança de posição do criador. Ele deixa de ser apenas fornecedor de atenção para se tornar proprietário de ativos capazes de gerar novas fontes de receita.

A Forbes observa que os principais criadores de 2026 vêm expandindo sua atuação para marcas próprias, empresas e colaborações com grandes companhias.

No caso de Ju Lima, a cidade cenográfica funciona como uma extensão física daquilo que ela construiu digitalmente. O conteúdo atrai audiência; a estrutura aumenta as possibilidades de produção; e as marcas encontram um ambiente próprio para participar dessa narrativa.

O movimento mostra que, na creator economy, crescer pode significar muito mais do que acumular seguidores. Pode significar transformar atenção em propriedade, propriedade em produto e produto em negócio.

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